14 e 15/9 SÃO PAULO

Stefan Fölster, economista e coautor de A Riqueza Pública das Nações

Para Stefan Fölster, privatizar requer cuidado com a competição de mercado

Num momento em que o governo brasileiro prepara um ambicioso programa de privatizações, o economista sueco Stefan Fölster destaca a importância de se buscar o aumento da competição quando se vendem empresas estatais. Diretor-executivo do centro de estudos Reform Institute, de Estocolmo, Fölster sugere ao Brasil a criação de um fundo de riqueza nacional (FRN), para gerir de forma profissional o que chama de ativos públicos comerciais – além de estatais, o conceito engloba bens sob o controle do Estado que podem gerar retorno, como imóveis.

Fölster veio ao Brasil para participar de um seminário promovido pelo Instituto Teotônio Vilela (ITV), do PSDB, e pela Fundação Astrogildo Pereira (FAP), do PPS, na semana passada. A seguir, os principais trechos da entrevista.

Valor: Como os governos em geral tratam os ativos públicos?

Stefan Fölster: Nenhum governo do mundo tem um quadro muito  claro do que de fato possui. Isso torna a situação bem menos transparente. Para o cidadão, é muito mais difícil avaliar se o governo está fazendo um bom trabalho administrando esses ativos. Mas também é um problema porque muitas oportunidades de criar valor são perdidas. E talvez a questão mais importante é que a falta de transparência significa que há muitas oportunidades para corrupção que são impossíveis para um cidadão para ver. E há o que eu chamo de clientelismo.

Valor: Quando políticos indicam pessoas para empresas estatais?

Fölster: Sim, mas às vezes é algo menos pessoal. O governo de Dilma Rousseff instruiu a Petrobras a manter baixos os preços da gasolina. Eu vejo isso como uma
espécie de clientelismo.

Clique para ler a íntegra da entrevista, publicada pelo jornal Valor Econômico